dezembro42013
PORQUE IDENTIDADE DE GÊNERO NÃO TEM NADA A VER COM GENITÁLIA.
"Não sou vista como mulher pela sociedade. Sou uma mulher trans, mas para os outros sou sem vergonha, que faltou apanhar na infância. Sou lésbica, sim, uma trans lésbica. Mas isso não entra na cabeça de quase ninguém, nem na cabeça de muitas mulheres-cis lésbicas."Mas por que vc se transformou se vc gosta de mulher?"Sexualidade não é trocar de roupa, esqueceram de te avisar! Me modifiquei para ser como sempre sonhei. Por que não posso sonhar?Já pensei em suicídio, assim como outras amigas trans e travestis infelizmente já fizeram, mas hoje consegui dar a volta por cima e estou feliz, me aceitando como sou. Sofro com assédios dos homens como todas as mulheres sofrem. Sou a fantasia sexual de homens e mulheres, mas poucos enxergam um coração em mim.Sou ser humano! Meu corpo é assim! Sou mulher, sou lésbica e tenho pênis, sim!”Obs.: Nossas postagens não violam em nada qualquer política anti-pornografia do web-site porque isso NÃO é conteúdo pornográfico (não que eu tenha algo contra a reprodução de imagens sexuais). Nunca é demais dizer: há algo de muito errado em uma sociedade que vê qualquer nudez como sexual. Sexo deve ser consensual, sempre. Se essa foto foi enviada com motivos unicamente políticos, assim se deve vê-la. Agradeço publicamente a companheira por enviá-la. Todo apoio!

PORQUE IDENTIDADE DE GÊNERO NÃO TEM NADA A VER COM GENITÁLIA.

"Não sou vista como mulher pela sociedade. Sou uma mulher trans, mas para os outros sou sem vergonha, que faltou apanhar na infância. Sou lésbica, sim, uma trans lésbica. Mas isso não entra na cabeça de quase ninguém, nem na cabeça de muitas mulheres-cis lésbicas.
"Mas por que vc se transformou se vc gosta de mulher?"
Sexualidade não é trocar de roupa, esqueceram de te avisar! Me modifiquei para ser como sempre sonhei. Por que não posso sonhar?

Já pensei em suicídio, assim como outras amigas trans e travestis infelizmente já fizeram, mas hoje consegui dar a volta por cima e estou feliz, me aceitando como sou. Sofro com assédios dos homens como todas as mulheres sofrem. Sou a fantasia sexual de homens e mulheres, mas poucos enxergam um coração em mim.

Sou ser humano! Meu corpo é assim! Sou mulher, sou lésbica e tenho pênis, sim!”

Obs.: Nossas postagens não violam em nada qualquer política anti-pornografia do web-site porque isso NÃO é conteúdo pornográfico (não que eu tenha algo contra a reprodução de imagens sexuais). Nunca é demais dizer: há algo de muito errado em uma sociedade que vê qualquer nudez como sexual. Sexo deve ser consensual, sempre. Se essa foto foi enviada com motivos unicamente políticos, assim se deve vê-la. Agradeço publicamente a companheira por enviá-la. Todo apoio!

8PM
Não vejo porquê tirar meus pelos, eu gosto deles! Minhas amigas me perguntam por que eu deixo eles assim, eu digo que é porque eu simplesmente não vejo necessidade em tira-los, acho eles incriveis e protetores <3Não me incomodam em nada. Tenho uma relação bem traquila com eles. Raspo quando me da vontade, deixo eles livres quando quero… Não me reprimo mais! Não quero fazer coisas que na verdade eu nem gosto de fazer! Não quero deixar os outros dizerem o que tenho que fazer com meu próprio corpo pois como acabei de dizer, ELE É MEU PRÓPRIO CORPO! Quero ser livre pra tira-los e deixa-los assim quando eu bem entender e não fazer algo porque OS OUTROS vão achar mais “normal” assim. Normal mesmo é ser quem você quiser, ter o que você quiser em si mesmo, sem problemas.  Liberte-se mulher!!

Não vejo porquê tirar meus pelos, eu gosto deles! Minhas amigas me perguntam por que eu deixo eles assim, eu digo que é porque eu simplesmente não vejo necessidade em tira-los, acho eles incriveis e protetores <3
Não me incomodam em nada. Tenho uma relação bem traquila com eles. Raspo quando me da vontade, deixo eles livres quando quero… Não me reprimo mais! Não quero fazer coisas que na verdade eu nem gosto de fazer! Não quero deixar os outros dizerem o que tenho que fazer com meu próprio corpo pois como acabei de dizer, ELE É MEU PRÓPRIO CORPO! Quero ser livre pra tira-los e deixa-los assim quando eu bem entender e não fazer algo porque OS OUTROS vão achar mais “normal” assim. Normal mesmo é ser quem você quiser, ter o que você quiser em si mesmo, sem problemas.  Liberte-se mulher!!

novembro62013
Estas são minhas pernas, estes são meus pelos e eu quero assumí-los! Passei a vida inteira depilando e agora resolvi parar. Qual não foi minha surpresa ao ver que meus pelos nasceram completamente diferentes do que eram antes do início desse processo de modificação compulsória pela qual todas passamos. Grossos e rebeldes, partem para todo lado, como se estivessem clamando por liberdade. Cada machucado, pelo encravado e falha conta uma história de anos de batalha contra meu corpo, um massacre que minha pele e meus bulbos expressam com sua irreverência atual. Ainda que me sinta no direito de deixá-los brotar livremente, não consigo colocar uma saia, por &#8220;pudor&#8221;, já que sei que vou chamar muita atenção. Como quase todas as feministas que eu conheço, ainda tenho muito caminho a percorrer antes de me sentir totalmente à vontade com meus pelos, repletos de vida e de histórias.

Estas são minhas pernas, estes são meus pelos e eu quero assumí-los! Passei a vida inteira depilando e agora resolvi parar. Qual não foi minha surpresa ao ver que meus pelos nasceram completamente diferentes do que eram antes do início desse processo de modificação compulsória pela qual todas passamos. Grossos e rebeldes, partem para todo lado, como se estivessem clamando por liberdade. Cada machucado, pelo encravado e falha conta uma história de anos de batalha contra meu corpo, um massacre que minha pele e meus bulbos expressam com sua irreverência atual. Ainda que me sinta no direito de deixá-los brotar livremente, não consigo colocar uma saia, por “pudor”, já que sei que vou chamar muita atenção. Como quase todas as feministas que eu conheço, ainda tenho muito caminho a percorrer antes de me sentir totalmente à vontade com meus pelos, repletos de vida e de histórias.

outubro152013

A minha amada é doce e salgada,
o sal do gozo em minha boca amarga.
Adoro ver os peitos caídos de minha amada,
caírem macios em minha cara enquanto ela, soberba, me cavalga.

Amo cada imperfeição de seu corpo,
qual cores apócrifas de uma obra sacra.
Não quero mulher perfeita das capas de revista,
e dos filmes de cinema.
Quero minha amada louca, ranzinza,
joanetes e varizes nas passarelas de nossa alcova.

Amo o corpo de minha amada,
cada excesso e cada falta.
E a falta que ela me faz: seus lábios,
seus cabelos, suas coxas.

10AM
Essa sou eu.Mãe de dois.Que tinha o corpo perfeito antes dos filhos e agora culpa o corpo pelas traições do marido.Que chora ao imaginar que a outra tem 20 e poucos anos e a barriga sarada.Que chorou também ao ler o texto da filha que a mãe disse que era gorda. Minha filha mais velha sempre me chama de linda e eu respondo &#8220;ele não faria isso comigo se eu fosse linda&#8221;.Que sonha em colocar um biquini, mas não tem coragem.Que, ultimamente, mal sai na rua, porque não há roupa que fique bonita.Que desistiu dessa coisa toda de ser bonita, porque isso nem importa mais.Mas que, depois de achar esse tumblr, tá pensando seriamente em rever seus conceitos.

Essa sou eu.

Mãe de dois.

Que tinha o corpo perfeito antes dos filhos e agora culpa o corpo pelas traições do marido.

Que chora ao imaginar que a outra tem 20 e poucos anos e a barriga sarada.

Que chorou também ao ler o texto da filha que a mãe disse que era gorda. Minha filha mais velha sempre me chama de linda e eu respondo “ele não faria isso comigo se eu fosse linda”.

Que sonha em colocar um biquini, mas não tem coragem.

Que, ultimamente, mal sai na rua, porque não há roupa que fique bonita.

Que desistiu dessa coisa toda de ser bonita, porque isso nem importa mais.

Mas que, depois de achar esse tumblr, tá pensando seriamente em rever seus conceitos.

outubro102013
BalançasÉ sobre se encontrar. Sentir a paz que vem quando se olha de cima pra vida. Quando se entende com o sorriso, com o sabor. Quando é forte, mesmo estando fraca. Quando levanta o peso que te puxa para baixo. Quando se olha, e finalmente se enxerga. Quando em silêncio, se ouve. E quando é livre, quieta.

Balanças

É sobre se encontrar. Sentir a paz que vem quando se olha de cima pra vida. Quando se entende com o sorriso, com o sabor. Quando é forte, mesmo estando fraca. Quando levanta o peso que te puxa para baixo. Quando se olha, e finalmente se enxerga. Quando em silêncio, se ouve. E quando é livre, quieta.

7PM

Gorda horrível?

Belíssimo texto! Todxs deveriam ler!

Por Kasey Edwards

Querida mãe,

Eu tinha sete anos quando descobri que você era gorda, feia e horrorosa.

Até então, eu acreditava que você era linda – em todos os sentidos da palavra. Eu lembro de fuçar os antigos álbuns e ficar um bom tempo olhando para fotos suas no deck de um barco. Seu maiô branco, tomara que caia, parecia glamuroso como o de uma estrela de cinema. Sempre que eu tinha a chance, tirava aquele maiô maravilhoso do fundo do seu armário e ficava imaginando quando é que eu seria grande o suficiente para vesti-lo, quando é que eu seria como você.

Mas numa noite, tudo isso mudou. Estávamos todos vestidos para uma festa e você me disse: “Olha para você, tão magra e bonita. E olha para mim, gorda, feia, horrorosa.”

De primeira, não entendi o que você quis dizer.

“Você não é gorda.” - eu disse, inocente e com sinceridade - ao que você respondeu, “Sim, eu sou, querida. Sempre fui gorda, desde criança.”

Nos dias seguintes, eu tive algumas revelações doloridas, que moldaram a minha vida toda. Concluí que:

1. você deveria ser mesmo gorda, porque mães não mentem.

2. gordo é sinônimo de feio e horroroso.

3. quando eu crescesse, seria como você e, portanto, seria gorda, feia e horrorosa também.

Passados alguns anos, eu revivi essa conversa e todas as centenas de outras que vieram depois e tive muita raiva de você. Por não se julgar atraente ou digna de atenção. Por ser tão insegura. Porque, como meu grande modelo de mulher, você me ensinou a agir assim também.

A cada careta que você fazia em frente ao espelho, a cada nova dieta do momento que iria mudar sua vida, a cada colherada culpada de “ai, eu não devia”, eu aprendia que mulheres deveriam ser magras para serem dignas e socialmente aceitas. Que meninas deveriam passar por privações porque a maior contribuição delas para o mundo era a aparência física.

Exatamente como você, eu passei a minha vida inteira me sentindo gorda – (nem sei quando foi que “gorda” se tornou um sentimento). E porque eu acreditava que era gorda, também me achava imprestável.

Mas os anos se passaram. Sou mãe. E sei que te culpar por minha péssima relação com meu corpo é inútil e injusto. Hoje entendo que você também é um produto de uma longa linhagem de mulheres que foram ensinadas a se odiar.

Olha só para o exemplo que a vovó te deu. Era uma vítima da própria aparência, e fez regime todos os dias da vida dela até morrer, aos 79 anos. Costumava se maquiar para ir ao correio, por medo de alguém vê-la de cara lavada.

Eu lembro do “suporte” que ela te deu quando você anunciou que papai tinha te deixado por outra mulher. O primeiro comentário dela foi, “Eu não entendo porque ele te deixaria. Você se cuida, usa batom. Entendo que você esteja acima do peso, mas não é muito.”

Papai também não te acalentava.

“Meu Deus, Jan”, uma vez ouvi ele te dizer. “Não é difícil. Calorias consumidas x calorias gastas. Se você quer perder peso, você só tem que comer menos.”

Aquela noite, no jantar, eu assisti você implementar essa dica milagrosa de emagrecimento do papai. Você preparou um chow mein para o jantar (se lembra como, nos anos 80, no subúrbio da Austrália, essa combinação de carne moída, repolho e shoyu era considerada o melhor da culinária exótica?). A comida de todo mundo estava em um prato comum, mas a sua estava em um pratinho de sobremesa.

Enquanto você sentava em frente a sua patética porção de carne moída, lágrimas silenciosas escorriam pelo seu rosto. Eu não disse nada. Nem quando os seus ombros começaram a curvar por causa do seu incomodo. Ninguém te amparou. Ninguém te disse para deixar de ser ridícula e se servir um prato decente. Ninguém te disse que você já era amada, já era boa o suficiente. Suas conquistas e seu valor – como professora de crianças com necessidades especiais e mãe de três filhos – eram repetidamente reduzidas à insignificância quando comparadas aos centímetros de cintura que você não conseguia perder.

Me despedaçou o coração testemunhar seu desespero, e sinto muito por não ter te defendido. Eu já tinha aprendido, àquela altura, que você ser gorda era culpa sua. Eu tinha ouvido papai falar de perder peso como um processo “muito simples” – coisa que, ainda assim, você não conseguia fazer. A lição: você não merecia comer e com certeza não merecia nenhuma compreensão.

Mas eu estava errada, mãe. Hoje eu entendo o que é crescer em uma sociedade que diz para as mulheres que a beleza delas é o que mais importa, e, ao mesmo tempo, define padrões estéticos absoluta e eternamente fora de alcance. Eu também entendo a dor que é internalizar essas mensagens. Nós acabamos nos tornando nossos próprios carcereiros e nos impomos punições sempre que não conseguimos chegar lá. Ninguém é mais cruel conosco do que nós mesmas.

Mas essa maluquice precisa acabar, mãe.

Acaba com você, acaba comigo. Acaba agora. Merecemos mais – mais que ter dias horríveis por pensamentos ligados a nossa péssima forma física, desejando que ela fosse diferente. E não é mais só sobre você e eu. É também sobre a Violet. Sua neta tem apenas 3 anos e eu não quero que esse ódio ao corpo tome conta dela e estrangule sua felicidade, sua confiança, seu potencial. Eu não quero que ela acredite que a aparência é o maior ativo que ela possui, e que vai definir o valor dela no mundo. Quando a Violet nos olha para aprender a ser uma mulher, precisamos ser os melhores modelos que pudermos. Precisamos mostrar para ela, com palavras e com as nossas ações, que as mulheres são boas o suficiente exatamente como são. E para ela acreditar, nós precisamos acreditar primeiro.

Quanto mais velhas ficamos, mais pessoas queridas perdemos, doentes ou em acidentes. A perda é sempre trágica, sempre muito precoce. Às vezes eu penso o que essas pessoas não dariam para ter mais tempo num corpo saudável. Um corpo que as permitisse viver um pouco mais. O tamanho das coxas ou os pés de galinha não importariam. Seria vivo, e portanto seria perfeito.

O seu corpo é perfeito.

Ele te permite desarmar todo mundo com seu sorriso, contaminar cada um com sua risada. Te dá seus braços para envolver a Violet e apertá-la até ela gargalhar. Cada momento que gastamos nos preocupando com a nossa forma física é um momento jogado fora, um pedaço precioso de vida que a gente não vai recuperar nunca mais.

Vamos honrar e respeitar nossos corpos pelo que eles fazem ao invés de desprezá-los pelo que eles são. Vamos manter o foco em viver vidas saudáveis e ativas, deixar nosso peso de lado e largar nosso ódio ao corpo no passado, que é onde ele merece ficar.

Quando eu olhava para aquela foto sua de maiô branco anos atrás, meus olhos inocentes de criança enxergavam a verdade. Eu via amor incondicional, beleza e sabedoria. Eu via a minha mãe.

Com amor,

Kasey.

Via: http://blog.cinese.me/post/63559684186/quando-sua-mae-diz-que-e-gorda

outubro12013

   Nasci grande e fui uma criança gordinha. Nunca fui muito gorda, mas passei boa parte da infância sendo criticada por membros da minha própria família, passei anos da minha vida me sentindo obesa, gigante, feia e anormal por causa das pessoas a minha volta e como me tratavam. Na escola e em casa era chamada de baleia, elefante, gigante, tinha vergonha do meu corpo, não podia ir a nenhuma festa de aniversário e pegar um docinho sem ouvir alguém comentando de longe.
  Emagreci na fase de crescimento e nunca fiz regime, apesar de ter sido levada ao médico pela minha mãe pra começar um aos 8 anos de idade. Mas na puberdade vieram os pelinhos, mais pelinhos que o normal e, junto com eles, mais críticas. Não sentia vontade ou necessidade de depilar o buço, sobrancelhas e virilha e fui criticada e humilhada por causa disso até por “amigas”. Riram da minha cara, do meu corpo, fizeram cara de nojo, comentaram, me chamaram de macaca.
  Já criticaram os meus peitos, por serem pequenos, separados e pontudos. Criticaram minhas pernas e axilas por não estarem sempre depiladas, minhas coxas e braços por serem flácidos, minha testa, por ser grande, meus pés, por terem dedos finos e separados. “Parecem mãos”, me disseram. Fizeram cara de nojo quando viram os pelos da minha barriga e quando percebera que não depilo minha virilha.
  Me cubro, me escondo, deixo de ficar a vontade por medo das criticas, medo dos olhares. Mas me olho no espelho e não vejo nada de errado. Vejo a natureza, se expressando na forma única que é meu corpo. Cada “defeito”, cada detalhe, compõem um corpo só meu. Não queria que fosse diferente, não me importo em ser assim. Queria que me aceitassem como eu me aceito.

4PM
Peitos BundasCoxasSão mais que simples &#8220;cosas&#8221;Que só servem para  mirarLá vem eu de novo com aquele papo Feminista, Comunista, Terrorista, GlobalistaCom aquela velha vontade De mudar Sabe-se que se trata de me mudar também Por que sabe-se muito bem Que todo mundo quer o seio dos filmesSerá que eu prefiro mesmo os meus seios caídos? Os meus pés juanetes? As minhas nádegas de estrias? Eu sei lá. Engraçado. Tudo associado a essa sociedade sexista: tesão e sexo é sempre o que há. Ao mesmo tempo, ninguém tem coragem de denunciar, Aquele estupro ali na esquina, aquele tio, aquele abuso, Ninguém abre a boca para falar. E quando abrem é pra culpar: Aquela vagabunda, quem mandou, foi vacilar Essas coisas afetam, mais do que se possa imaginar. 

Peitos
Bundas
Coxas
São mais que simples “cosas”
Que só servem para  mirar

Lá vem eu de novo com aquele papo Feminista,
Comunista, Terrorista, Globalista
Com aquela velha vontade
De mudar

Sabe-se que se trata de me mudar também
Por que sabe-se muito bem
Que todo mundo quer o seio dos filmes

Será que eu prefiro mesmo os meus seios caídos?
Os meus pés juanetes? As minhas nádegas de estrias?

Eu sei lá.

Engraçado. Tudo associado a essa sociedade sexista: tesão e sexo é sempre o que há.

Ao mesmo tempo, ninguém tem coragem de denunciar,
Aquele estupro ali na esquina, aquele tio, aquele abuso,
Ninguém abre a boca para falar.
E quando abrem é pra culpar:
Aquela vagabunda, quem mandou, foi vacilar

Essas coisas afetam, mais do que se possa imaginar. 

4PM
Comecei a me tocar por volta dos 10 anos. Meus pais sempre pregaram que masturbação era pecado e até meus 16 anos acreditava que o tamanho gigantesco dos meus pequenos lábios era castigo de deus. Chegava a tentar barganha com qualquer deus que se eu parasse de me tocar ele poderia diminui o tamanho deles até eu conhecer alguém. Dos 17 aos 20 tinha vergonha até em ir ao ginecologista imagine em gozar quando outra pessoa tocava neles. E por todo esse tempo planejava a possibilidade de cirurgia. Aos 21 percebi quão oprimida era por isso e passei os últimos 2 anos trabalhando nisso. Sinto não estar completamente curada pois tenho um pouco vergonha dos meus parceiros. Esse é o momento de me libertar e contar pra todos que sou única e linda assim!

Comecei a me tocar por volta dos 10 anos. Meus pais sempre pregaram que masturbação era pecado e até meus 16 anos acreditava que o tamanho gigantesco dos meus pequenos lábios era castigo de deus. Chegava a tentar barganha com qualquer deus que se eu parasse de me tocar ele poderia diminui o tamanho deles até eu conhecer alguém. Dos 17 aos 20 tinha vergonha até em ir ao ginecologista imagine em gozar quando outra pessoa tocava neles. E por todo esse tempo planejava a possibilidade de cirurgia. Aos 21 percebi quão oprimida era por isso e passei os últimos 2 anos trabalhando nisso. Sinto não estar completamente curada pois tenho um pouco vergonha dos meus parceiros. Esse é o momento de me libertar e contar pra todos que sou única e linda assim!

4PM
 Ser magra também é muito difícil nos tempos atuais&#8230; Se a mulher não tem peito também é reprimida e rebaixada tanto por homens quanto por mulheres. Ja vi muitas amigas colocarem silicone e ja pensei por muitas vezes em colocar também. Depois de muitas lutas internas, construções e reconstruções de concepções sobre mim e sobre o mundo, hoje penso: mas pra agradar a quem? Ser perfeito pra quem? O que deveria mudar é a concepção que a sociedade tem sobre o corpo e não o que eu penso sobre o meu corpo.

 Ser magra também é muito difícil nos tempos atuais… Se a mulher não tem peito também é reprimida e rebaixada tanto por homens quanto por mulheres. Ja vi muitas amigas colocarem silicone e ja pensei por muitas vezes em colocar também. Depois de muitas lutas internas, construções e reconstruções de concepções sobre mim e sobre o mundo, hoje penso: mas pra agradar a quem? Ser perfeito pra quem? O que deveria mudar é a concepção que a sociedade tem sobre o corpo e não o que eu penso sobre o meu corpo.

4PM
Publico o texto da companheira querendo lembrá-la de que ela não &#8220;cedeu&#8221;,  que ela não é fraca. Não há hierarquia entre nós. A responsável por ela sentir vontade de fazer essa cirurgia tem um nome: pressão social. A mesma que faz com que eu ainda tenha tantas encanações mesmo sabendo que devo ser livre, mesmo fazendo esse blog e tentando me libertar desses grilhões a cada dia. É importante sempre lembrarmos, mulheres, que não é porque certas vezes fazemos algumas coisas, seguimos um certo padrão imposto, que somos menos feministas ou menos inseridas na luta. É importante romper esse padrão abusivo e torturador? Claro que sim. Mas cada uma a seu tempo, a seu ritmo, a seu modo; fazendo o que se sinta bem. Ninguém é pior do que ninguém aqui porque tem certos gostos ou porque fez certas escolhas. Que fique claro: criticamos a indústria da cirurgia plástica e jamais as mulheres que foram pressionadas desde que nasceram a fazê-las. Esperamos que as mulheres não sejam mais pressionadas e por esse motivo não sintam necessidade de fazer essas operações, mas se passaram por intervenções cirúrgicas estamos com elas da mesma maneira que estamos com todas. Abaixo as palavras dela. 
"Ao contrário da maioria das mulheres do blog, eu fui fraca e cedi! Na minha família todas as mulheres sempre tiveram clitórias avantajados e na adolescência sentia muita vergonha das minhas amigas por isso. Na juventude, morria de vergonha dos namorados! Um dia, após passar uma grande vergonha na praia, por um dos "pequenos lábios" ficar exposto através da lateral do biquini, decidi fazer a cirurgia de redução. Foi libertador e mutilador! Nesta balança, até hoje não sei o que pesa mais!

Hoje &#8220;para ser normal&#8221; é preciso seguir certa receita, estar dentro de certos padrões&#8230; Mas, e daí se meus seios não são grandes, redondos e com mamilos rosa? E daí se eu tiver estrias? E daí se não quiser ceder mais se ser feliz exatamente como sou?&#8221;

Publico o texto da companheira querendo lembrá-la de que ela não “cedeu”,  que ela não é fraca. Não há hierarquia entre nós. A responsável por ela sentir vontade de fazer essa cirurgia tem um nome: pressão social. A mesma que faz com que eu ainda tenha tantas encanações mesmo sabendo que devo ser livre, mesmo fazendo esse blog e tentando me libertar desses grilhões a cada dia. É importante sempre lembrarmos, mulheres, que não é porque certas vezes fazemos algumas coisas, seguimos um certo padrão imposto, que somos menos feministas ou menos inseridas na luta. É importante romper esse padrão abusivo e torturador? Claro que sim. Mas cada uma a seu tempo, a seu ritmo, a seu modo; fazendo o que se sinta bem. Ninguém é pior do que ninguém aqui porque tem certos gostos ou porque fez certas escolhas. Que fique claro: criticamos a indústria da cirurgia plástica e jamais as mulheres que foram pressionadas desde que nasceram a fazê-las. Esperamos que as mulheres não sejam mais pressionadas e por esse motivo não sintam necessidade de fazer essas operações, mas se passaram por intervenções cirúrgicas estamos com elas da mesma maneira que estamos com todas. Abaixo as palavras dela.

"Ao contrário da maioria das mulheres do blog, eu fui fraca e cedi! Na minha família todas as mulheres sempre tiveram clitórias avantajados e na adolescência sentia muita vergonha das minhas amigas por isso. Na juventude, morria de vergonha dos namorados! Um dia, após passar uma grande vergonha na praia, por um dos "pequenos lábios" ficar exposto através da lateral do biquini, decidi fazer a cirurgia de redução. Foi libertador e mutilador! Nesta balança, até hoje não sei o que pesa mais!

Hoje “para ser normal” é preciso seguir certa receita, estar dentro de certos padrões… Mas, e daí se meus seios não são grandes, redondos e com mamilos rosa? E daí se eu tiver estrias? E daí se não quiser ceder mais se ser feliz exatamente como sou?”
4PM
Minhas marcas de amor.

Minhas marcas de amor.

4PM
-&#8220;Nossa, você é tão pequena, carinha de anjo, deve ter uns 13 aninhos né?&#8221;  -&#8220;Não, eu tenho 25.&#8221;  Como se não bastasse passar a adolescência inteira me escondendo, sem sair de casa, com vergonha do que eu via no espelho&#8230;ainda ouço esse tipo de coisa: que eu pareço uma menina de 13 anos, como se achassem que meu seio ainda vai crescer, que eu ainda vou tomar &#8216;corpo&#8217;. Nunca usei biquíni, nunca usei blusa tomara-que-caia, comprar sutiãs sempre foi um sacrifício. Minhas costelas saem pra fora, não tem como esconder. Me odiava, me achava uma aberração da natureza. Sei que ainda não venci todos meus fantasmas e ainda sofro, mas sei também da minha força e sei que meu futuro não pertence a ninguém.   "Um dia as coisas vão ser melhores."

-“Nossa, você é tão pequena, carinha de anjo, deve ter uns 13 aninhos né?” 
-“Não, eu tenho 25.” 
Como se não bastasse passar a adolescência inteira me escondendo, sem sair de casa, com vergonha do que eu via no espelho…ainda ouço esse tipo de coisa: que eu pareço uma menina de 13 anos, como se achassem que meu seio ainda vai crescer, que eu ainda vou tomar ‘corpo’. Nunca usei biquíni, nunca usei blusa tomara-que-caia, comprar sutiãs sempre foi um sacrifício. Minhas costelas saem pra fora, não tem como esconder. Me odiava, me achava uma aberração da natureza. Sei que ainda não venci todos meus fantasmas e ainda sofro, mas sei também da minha força e sei que meu futuro não pertence a ninguém.  
"Um dia as coisas vão ser melhores."

setembro292013

Participe!

O endereço de e-mail que estou usando é batalhadoscorpos@gmail.com! Envie suas fotos junto com uma explicação/dedicatória/o-que-for que mostre porque você já se sentiu censurada ou socialmente diminuída por essa área corporal não fazer parte dos padrões. Já aviso que intolerância aqui não tem vez! Racismo, bairrismo, homofobia, elitismo, machismo, gordofobia nunca serão permitidos. Nossa liberdade se dá junto com a liberdade de todxs outrxs oprimidxs. Corpos e vidas libres, mujeres!

← Entradas mais antigas Página 1 de 6